Teatro Claro Rio a partir do dia 27 oferece sucessos do teatro de graça

Os Vilões de Shakespeare do inglês Steven Berkoff, com versão brasileira de Geraldo Carneiro, direção de Sergio Módena, e protagonizado pelo ator Marcelo Serrado irá abrir o Palco Instituto Unimed-BH em Casa. O projeto contará também com mais dois espetáculos solo de sucesso que serão transmitidas ao vivo, direto do Teatro Claro Rio, pelo canal do Youtube do Sesc em Minas e do Teatro Claro Rio. Na sequência de Marcelo Serrado em “Os vilões de Shakespeare”, no dia 27/06, haverá a apresentação de Heloisa Périssé com sua comédia “E foram, quase felizes para sempre”, no dia 11/07 e Zezé Polessa com a montagem de “Não sou feliz, mas tenho marido”, no dia 25/7. Todas as apresentações acontecem aos sábados, às 20h30.

“Considerando a característica do projeto, virtual, buscamos reunir artistas bem populares, reconhecidos pelo grande público e com forte presença nas redes sociais (Marcelo, Heloísa e Zezé, juntos, tem mais de 3 milhões de seguidores), para que os espetáculos alcancem o maior número de pessoas possível. Além disto, pretendemos também oferecer à nossa plateia espetáculos de diferentes estilos e linguagens”, explica Marisa M. Coelho, diretora da Pólobh.

Em uma iniciativa inédita para manter o teatro vivo durante a pandemia e oferecer ao público espetáculos dotados dos mesmos rigores técnicos aplicados nas apresentações presenciais, em um palco especialmente preparado com sistemas especiais de vídeo, iluminação e sonorização, o Palco Instituto Unimed-BH em Casa vai assegurar ao público a melhor experiência, com todo o respeito que o teatro merece.  Os espetáculos contarão ainda com tradução simultânea de libras e áudio transcrição para garantir o acesso das pessoas com deficiências auditivas e visuais.

“Muitas iniciativas similares vêm sendo realizadas desde que foi implementado o isolamento social, entretanto nenhuma delas tinha ainda se disposto a fazer investimentos para que os espetáculos fossem transmitidos em seus formatos originais, com cenografia e sistema de iluminação, que só o palco de um teatro pode oferecer. A proposta do projeto é manter a “liturgia” que existe na fruição de espetáculos artísticos em que artistas e plateia se “encontram” em um momento único e sublime”, comenta Marisa.

O acesso às transmissões será gratuito, porém, durante as apresentações o público poderá fazer doações (via QR Code) para o Projeto Mesa Brasil, promovido pelo Sesc, em uma edição especial em benefício das campanhas “APTR ao Lado do Trabalhador de Teatro” e “Salve a Graxa BH” que estão oferendo apoio ao sustento de profissionais do setor teatral que estão impedidos de exercer suas funções durante a pandemia.

“A pandemia afetou fortemente o setor cultural e sua cadeia produtiva. Por isso, estamos repensando o modelo e uma nova forma de produzir arte e cultura, cuidando para que essa nova forma envolva o público, além de assegurar o papel essencial da arte na sociedade e no desenvolvimento humano”, comenta Janaína Cunha, Gerente de Cultura do Sesc em Minas.

Sobre “Os Vilões de Shakespeare”

Marcelo Serrado interpreta um conferencista, uma espécie de palestrante, que reúne e analisa trechos da obra de Shakespeare e, ao mesmo tempo, vive os personagens. “É muito interessante para um ator representar vários vilões. É onde estão os arquétipos, o dissimulado, tirano, vingativo… Essa colcha de retalhos é genial”, conta Serrado. Para o diretor Sergio Módena, a montagem é “uma reflexão sobre os dias atuais a partir da vilania, disputa pelo poder e ambição.” Geraldo Carneiro conta que é um privilégio trabalhar com textos tão maravilhosos, extraídos de personagens marcantes da obra do Shakespeare. “Vilões como Ricardo III, Coriolano, Iago, Hamlet, e outros que não gosto de pronunciar porque acho que não dá sorte”, brinca o poeta e dramaturgo.

“Shakespeare, por meio de seus personagens, mostra causa, motivo e justificativa para que possamos compartilhar uma jornada psicológica, no lugar de condenar a maldade”, comenta Marcelo.

“Os Vilões de Shakespeare” estreou em 1998, na Inglaterra, foi encenado pelo próprio Steven e indicado para o prêmio The Society Laurence Olivier Award de Londres, como melhor espetáculo. Em 2000 ganhou o Prêmio americano de Teatro LA Weekly para Solo Performance.

SERVIÇO:

Dias 27/06, 11/07 e 25/07 – sempre aos sábados, às 20h30.

Gratuito, com transmissão ao vivo, pelos Canais no Youtube do Sesc em Minas (SescemMinasGerais) e do Teatro Claro Rio (TeatroClaroRio).

Dia 27/06 (sábado), 20h30

Os Vilões de Shakespeare, com Marcelo Serrado

Classificação: 12 anos

Foto Marcelo Serrado: Guilherme Maia

William Shakespeare, ao longo da história, povoou o teatro com vilões dos mais diversos. Do cruel Iago, de “Otelo”, ao inescrupuloso Macbeth, da tragédia homônima. Marcelo Serrado traz esses personagens à vida em “Os Vilões de Shakespeare”. Na peça do inglês Steven Berkoff, dirigida por Sergio Módena, Serrado vive um estudioso que dá conferências sobre a obra do autor inglês. Ao longo das explicações, ele incorpora os personagens enquanto disseca as razões de seus comportamentos. Um espetáculo com olhar bem-humorado, um desfile de personalidades que possuem a natureza do mal, os pecados do teatro e as vaidades dos atores.

Dia 11/07 (sábado), 20h30

E foram, quase felizes para sempre, com Heloísa Perissé

Classificação: 12 anos

Foto Heloisa Périssé: Guga Melgar

Primeiro monólogo de Heloisa Périssé, e assinado por ela, a peça brinca, já no título, com a ideia de que uma relação a dois é (ou deveria ser) semelhante a um conto de fadas. O espetáculo traz a atriz no papel de Letícia Amado, escritora workaholic que passou os últimos meses enfurnada no projeto de um guia de viagens para casais. Tal dedicação cobra um preço: o fim do seu casamento. Toda essa história é contada através das lembranças de Letícia, desfiadas no dia do lançamento do seu livro, como se os espectadores fossem os convidados do evento. Os episódios narrados ganham vida através de Heloisa, desdobrando-se em quinze papéis, dos pais da protagonista à sua psicóloga (hilária), além do próprio ex. O resultado é uma visão do casamento sem ingenuidade, mas também sem amargura.

Dia 25/07 (sábado), às 20h30

Não sou feliz, mas tenho marido, com Zezé Polessa

Classificação: 14 anos

Foto Zezé Polessa: Rodrigo Castro

Adaptação do livro homônimo da jornalista argentina Vivianna Gómez Thorpe, a montagem tem direção de Victor Garcia Peralta – que também assina a adaptação juntamente com Maria da Luz e Zezé Polessa, e conta a história de Viviana, casada há 27 anos, na noite de autógrafos para o lançamento de seu livro “Não sou feliz mas tenho marido”. Inquirida pelos jornalistas, ela começa a refletir sobre seu casamento, enfocando de maneira ácida e bem-humorada os anseios e desafios pertinentes a uma relação matrimonial. Embora o texto apresente uma abordagem feminina, os homens também se reconhecem nas entrelinhas das divagações de Viviana.