Inicial NOTÍCIAS Artista franco-suíço Valère Novarina ganha homenagem no Armazém da Utopia

Artista franco-suíço Valère Novarina ganha homenagem no Armazém da Utopia

Encontro no dia 25 de agosto reúne artistas e pesquisadores em torno da obra do dramaturgo franco-suíço

Em 16 de janeiro de 2026, morreu em Paris o artista franco-suíço Valère Novarina. Em homenagem à sua trajetória, o Armazém da Utopia, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, promove no dia 25 de agosto, terça-feira, às 19h, “Viva Novarina”, um encontro dedicado à sua obra, reunindo artistas e pesquisadores que a estudam e desenvolvem no Brasil. A programação, gratuita e aberta ao público, inclui leituras de trechos de seus textos, depoimentos e exibição de vídeos.

“Viva Novarina! é nossa homenagem ao autor. Celebramos não apenas sua memória, mas a potência da obra que ele nos deixou”, afirma Angela Leite Lopes, pesquisadora de teatro, tradutora de Novarina no Brasil e uma das organizadoras do evento.

Participam da programação a atriz e diretora Ana Kfouri, a pesquisadora de teatro e tradutora Angela Leite Lopes, o diretor Antonio Guedes, o ator e professor Claudio Serra, a atriz Cris Larin, a pesquisadora de teatro Lígia Souza, a atriz Lorena da Silva, a atriz Marina Mathey e o ator Renato Carrera. Além das intervenções artísticas que acontecerão na Sala Sérgio Britto, haverá exposição e venda dos livros de Valère Novarina traduzidos e publicados pela Editora 7Letras.

A programação contará também com a exibição dos vídeos “Novarina em cena” e “Dans la solitude” (Na solidão), de Raphaël O’Byrne, e a apresentação de trechos das obras “O animal do tempo”, “A inquietude”, “O ateliê voador”, “O homem fora de si”, “Luzes do corpo”, “Antonin Artaud: teórico do teatro”, “O teatro dos ouvidos” e “Debate com o espaço”.

Na mesma ocasião, será celebrada a memória de Thierry Trémouroux, que morreu em 28 de dezembro de 2025 e foi o responsável pela descoberta da obra de Novarina no Brasil.

Quem foi Valère Novarina
Pintor, poeta e dramaturgo, Valère Novarina foi um artista franco-suíço cuja obra transita pelas fronteiras que separam os diversos gêneros artísticos. Nascido em 1942, na Suíça, passou a infância e a adolescência às margens do lago Léman e nos Alpes. Após estudar filosofia e filologia na Sorbonne, em Paris, voltou-se para o teatro. Sua primeira peça, O ateliê voador, estreou em Paris em 1974, com direção de Jean-Pierre Sarrazac.

Paralelamente à escrita, trabalhou com grafismos e pintura e realizou performances durante as quais desenhava personagens de seus textos. A partir de 1986, passou a encenar algumas de suas peças, com cenários pintados por ele.
Saudado como um dos autores mais importantes desde Samuel Beckett, Novarina está traduzido em mais de dez idiomas. Sua obra chegou ao Brasil por iniciativa do diretor Thierry Trémouroux e por meio das traduções de Angela Leite Lopes, em parceria com a Editora 7Letras.

Novarina veio pela primeira vez ao Brasil em 1999, para o lançamento de Carta aos atores e Para Louis de Funès. Em 2009, voltou ao Rio de Janeiro para participar do evento Novarina em cena, coordenado por Angela Leite Lopes e Ana Kfouri, dentro da programação oficial do Ano da França no Brasil. Foram apresentados cinco espetáculos, com direção de Antonio Guedes, Claude Buchvald, Thierry Trémouroux e Thomas Quillardet, além de palestras e mesa-redonda, numa parceria entre o SESC, o Consulado Geral da França no Rio de Janeiro e a UFRJ.

Obras de Valère Novarina em português (7Letras)
Carta aos atores e Para Louis de Funès
Diante da palavra
O animal do tempo e A inquietude
O ateliê voador e Vocês que habitam o tempo
O teatro dos ouvidos
O avesso do espírito

Obras sobre Valère Novarina
Novarina em cena, organizado por Angela Leite Lopes em colaboração com Ana Kfouri e Bruno Netto dos Reys (7Letras/Faperj, 2011)
Traduzindo Novarina — Cena, pintura e pensamento, de Angela Leite Lopes (7Letras, 2017)

Sobre o Armazém da Utopia
O Armazém da Utopia é a casa da Companhia Ensaio Aberto, mas também um porto aberto para receber coletivos irmãos do Brasil, da América Latina, da África e de todos os lugares do mundo. Receber a homenagem a Valère Novarina dialoga com esse propósito de ser um porto aberto à pesquisa de linguagem, um lugar onde outros coletivos possam “fundear ou amarrar e estabelecer contatos e comunicação, lugar de descanso e de refúgio”.

VIVA NOVARINA!
Gratuito (retirada de ingressos pela Sympla) Armazém da Utopia
Terça-feira, 25/08, 19h
Sala Sérgio Britto, Armazém da Utopia, Armazém 6, Zona Portuária, RJ
Duração: 90 minutos
Classificação livre
Abertura da casa uma hora antes do início da programação, com cota de ingressos liberados no dia, por ordem de chegada e sujeita à lotação.

Este projeto, O Breve Século XX: Vanguardas Históricas, tem apoio do Termo de Fomento 898431/2020, celebrado entre o Instituto Ensaio Aberto e o Ministério da Cultura.

Crédito Foto: Divulgação/Arquivo Novarina