Com supervisão de Amir Haddad e criada a partir do livro homônimo de Nilton Bonder, a peça já foi vista por mais de 750.000 pessoas em mais de 24 cidades brasileiras.
Em 2026, “A Alma Imoral” comemora 20 anos consecutivos em cartaz. A história da peça começou em junho de 2006 no Rio de Janeiro, quando estreou numa pequena sala de 50 lugares, no Sesc Copacabana. De lá, seguiu para um teatro de 400 lugares, onde chegou a ficar em cartaz de terça a domingo. Ganhou o Brasil, em teatros de Norte a Sul, sendo assistida até hoje em mais de 24 cidades.
“No teatro é sempre a primeira vez. Quando me perguntam como é possível fazer uma peça tanto tempo sem se cansar eu respondo: assim como é possível amar tanto tempo a mesma pessoa sem se cansar. Nesse caso o tempo é muito subjetivo. Se a relação está viva, está viva. Dá trabalho, mas não cansa.”, afirma Clarice.
A PEÇA
A peça desconstrói e reconstrói conceitos milenares da história da civilização – corpo e alma, certo e errado, traidor e traído, obediência e desobediência.
Sozinha no palco, Clarice Niskier conta histórias e parábolas da tradição judaica, valendo-se somente de uma cadeira e um grande pano preto que, concebido pela figurinista Kika Lopes, transforma-se em oito diferentes vestes – mantos, vestidos, burcas. O espaço cênico concebido por Luis Martins é limpo e remete a um longo corredor em perspectiva.
A CRÍTICA
“Boa reflexão de Clarice sobre seu judaísmo budista (…) É um trabalho cuidado, medido e interessante.” Barbara Heliodora, O Globo
“O momento perfeito chegou para Clarice Niskier – beleza de atriz – em A Alma Imoral.” Jefferson Del Rios, O Estado de São Paulo
“A Alma Imoral (…) é um daqueles mistérios abençoados pelos deuses do teatro de tempos em tempos.” Dirceu Alves, Veja SP
“Delicado e sensível espetáculo teatral, no qual a qualidade do texto e a presença de Clarice Niskier são traduzidas em celebração cênica.” Macksen Luiz
“Clarice dialoga intimamente com o público, torna tudo muito acessível e lógico e oferece um verdadeiro banquete à platéia. É teatro da melhor qualidade servido com generosidade.” Debora Ghivelder, Veja Rio
“Clarice reparte com a plateia o que de melhor possui e por isso saímos tão enriquecidos desta inesquecível ceia.” Lionel Fischer
PRÊMIOS E NÚMEROS
Vencedora do Prêmio Shell RJ 2007 de Melhor Atriz
Mais de 750.000 espectadores
Apresentações em mais de 24 cidades brasileiras
3 indicações ao Prêmio Eletrobrás de Teatro 2006
2 indicações ao Prêmio Shell RJ 2007 (melhor atriz e melhor figurino)
Prêmio Caixa Cultural 2007
Prêmio Caravana Funarte de Circulação Nacional de Teatro 2007
Prêmio Qualidade Brasil SP 2008 de Melhor Atriz
Projeto selecionado pelo FATE 2012 para Circulação no Município do Rio de Janeiro
Projeto selecionado pelo Edital Petrobras Circulação Nacional 2014 Teresina / Maceió
“A ALMA IMORAL” FORA DO BRASIL
A adaptação de Clarice Niskier para “A Alma Imoral” já recebeu várias propostas de montagem no exterior. Teve seus direitos cedidos para a Espanha em 2007 e uma montagem foi autorizada na Argentina, onde esteve em cartaz em 2010, no Teatro Payró, em San Martin, Buenos Aires.
FICHA TÉCNICA
Autor do livro “A Alma Imoral”: Nilton Bonder
Adaptação, Concepção Cênica e Interpretação: Clarice Niskier
Supervisão de Direção: Amir Haddad
Cenário: Luis Martins
Figurino: Kika Lopes
Iluminação: Aurélio de Simoni
Música Original: José Maria Braga
Preparação Vocal: Rose Gonçalves
Direção de Movimento: Márcia Feijó
Preparação Corporal: Mary Kunha
Cenotécnico, Operador de Luz e Som: Carlos Henrique Pereira
Fotos: Dalton Valério e Zé Rendeiro
Programação Visual: Studio C
Direção de Produção e Coordenação do Projeto: José Maria Braga
Realização: Niska Produções Culturais
CLARICE NISKIER
Clarice Niskier tem formação em Jornalismo, na PUC do Rio de Janeiro. Trabalhou no Jornal do Brasil por dois anos e no Jornal Repórter, também por dois anos, enquanto cursava a Faculdade de Jornalismo.
Estreou no Teatro Tablado em 1981, na peça “Tambores na Noite”, de Bertold Brecht, sob direção de Dina Moscovici. Em 1982, foi convidada a atua na peça “Porcos Com Asas”, de Mauro Rádice e Lidia Ravera, sob direção de Mario Sérgio Medeiros, interpretando a sua primeira protagonista, no Teatro Cacilda Becker.
Trabalhou na Companhia “Tem Folga na Direção”, sob a direção de Antônio Pedro, nas peças “Cabra Marcado Pra Correr”, (Judas em Sábado de Aleluia), de Martins Pena, e “Tá Ruço no Açougue” (Santa Joana dos Matadouros), de Brecht. Ainda nos anos 1980, trabalhou com o Grupo Pessoal do Despertar, no Parque Lage, atuando na peça “O Círculo de Giz Caucasiano”, também de Brecht, sob direção de Paulo Reis. Com a premiada diretora do Grupo Navegando, Lúcia Coelho, trabalhou em diversas peças infantis; com Bia Lessa, trabalhou na peça “Os Possessos”, de Dostoievski, e com Amir Haddad, em “Faces, o Musical”.
Nos anos 90, atuou na peça “Bonitinha, Mas Ordinária”, de Nelson Rodrigues, sob direção de Eduardo Wotzik, e em seguida na peça “Confissões das Mulheres de Trinta”, texto coletivo, sob direção de Domingos Oliveira. Com estes dois diretores, desenvolveu longa parceria. No Centro de Investigação Teatral, dirigido por Eduardo Wotzik, fez o papel título de “Yerma”, de Federico Garcia Lorca, e “Troia”, de Eurípedes, que lhe valeu as indicações para os Prêmios Shell e Mambembe de Melhor Atriz em 1993. Seu primeiro monólogo foi “Um Ato Para Clarice”, coletânea de textos de Clarice Lispector, com roteiro de Eduardo e Bianca Ramoneda. Atuou na peça “Equilíbrio Delicado”, de Edward Albee. Com Domingos Oliveira, encenou seu segundo monólogo, “Buda”, de autoria própria; atuou nas peças “Confissões das Mulheres de Quarenta”, com texto próprio, idealizado e escrito sob a orientação dramatúrgica de Domingos Atuou ainda na peça “Isabel”, de Aderbal Freire-Filho, com Maitê Proença e Aderbal como atores; “Amores”; e “Primeira Valsa”, ambas de autoria de Domingos Oliveira. Clarice atuou em filmes dirigidos por Domingos, entre eles, “Amores” e “Feminices”.
A partir do ano 2.000, trabalhou nas peças “A Memória da Água”, de Shelagh Stephenson, sob direção de Felipe Hirsh; “O Caso da Rua ao Lado”, de Eugène Labiche, sob direção de Alberto Renault; “Antônio e Cleópatra”, de Shakespeare, sob direção de Paulo José; “Tudo Sobre Mulheres”, de Miro Gavran, sob direção de Ticiana Studart, que lhe rendeu a sua segunda indicação para o Prêmio Shell de Melhor Atriz, em 2006.
Ainda em 2006, estreou no Sesc Copacabana “A Alma Imoral”, adaptação própria do livro homônimo de Nilton Bonder, sob supervisão de Amir Haddad. Por “A Alma Imoral”, que está há 20 anos em cartaz e já foi vista por mais de 750 mil espectadores, Clarice recebeu indicações para vários prêmios, entre eles Eletrobras de Melhor Espetáculo, Melhor Atriz e Melhor Figurino; sua terceira indicação ao Prêmio Shell de Melhor Atriz, sendo a vencedora em 2007. Ganhou também o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz – Drama SP em 2008.
Sem interromper as temporadas de “A Alma Imoral”, Clarice Niskier atuou em 2009 na peça “Maria Stuart”, ao lado de Julia Lemmertz, no CCBB de Brasília e do Rio de Janeiro. A dupla jornada rendeu uma matéria na Folha de S. Paulo sob o título “Sem Folga, Atriz alterna Trono e Nudez”. Clarice atuou também, em 2012 e 2014, na peça “O Lugar Escuro”, de Heloisa Seixas, ao lado de Camilla Amado. Em 2015 estreou seu quarto monólogo, “A Lista”, de Jenniffer Tremblay, que lhe valeu nova indicação para o Prêmio Shell de Melhor Atriz de SP.
Na TV, Clarice Niskier esteve recentemente no ar na novela “A Caverna Encantada”, do SBT. Atuou também em “Carinha de Anjo”, da mesma emissora; em “Ciranda de Pedra”, de Alcides Nogueira, na TV Globo, sob direção de Denise Saraceni, em 2009; “Araguaia”, de Walther Negrão, também na TV Globo, em 2011; além de participações especiais nas séries “Macho Man” e “As Brasileiras”. Protagonizou o filme “A Viagem de Volta”, direção de Emiliano Ribeiro.
Em 2011, dirigiu a peça “Aquela Outra”, de Licia Manzo; em 2013, codirigiu com Maitê Proença e Amir Haddad a peça “À Beira do Abismo Me Cresceram Asas”, e mantém em repertório as peças “A Alma Imoral”, “A Lista” e “A Esperança na Caixa de Chicletes Ping Pong”. Em 2021, estreou no CCBB RJ a peça “Coração de Campanha”, de sua autoria, com supervisão de Amir Haddad, fazendo circulação pelas unidades de Brasília, Belo Horizonte e São Paulo.
Paralelamente, Clarice Niskier ministra cursos de teatro, e dá aulas e palestras para executivos de empresas no Rio e em São Paulo. É frequentemente convidada para falar em eventos empresariais sobre sua experiência como atriz e como autora da adaptação da peça “A Alma Imoral”. Foi colaboradora da revista Lola Magazine, da Ed. Abril e tem vários artigos publicados na Revista IDE, publicação da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.
Em publicidade, Clarice realizou a bem-sucedida campanha “Dinorah da TVA”, campanha publicitária de grande sucesso nos anos 90, que permaneceu dois anos no ar em todos os canais de televisão, principalmente no Rio, e que recebeu vários prêmios em sua categoria.
A ALMA IMORAL
Curtíssima temporada – Dias 19, 20 e 21/6
Teatro Carlos Gomes
Praça Tiradentes, s/n° – Centro, RJ
Whatsapp: (21) 96651-6658
Sexta-feira, às 19h, sábado e domingo, às 17h
Duração 80 minutos
Ingressos pela plataforma Sympla e nas bilheterias do teatro.
Vendas: plateia A a J R$100 e R$50 (meia); plateia popular e balcão R$80 e R$40 (meia)
Capacidade: 667 espectadores
Funcionamento da bilheteria: 4ªf das 14h às 18h; 5ª e 6ª das 16h às 20h; sab e dom das 14h às 18h
ACESSIBILIDADE: plateia 14 espaços reservados para PCD, 10 lugares plus size, 7 lugares para pessoas com baixa mobilidade; balcão 4 lugares plus size.
Crédito Foto: Dalton Valerio
















