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Clássico dos anos 90 ‘Confissões de Adolescente’ de volta às livrarias e aos palcos

Estante

Em tempos incertos sobre mercado profissional diante de tanta automatização de funções, “Líder de gente & agentes: como decidir quando pessoas e agentes de inteligência artificial trabalham juntos” (Escreva, R$ 119,90), de Alexandre Henrique Souza propõe uma nova perspectiva para gestores. O autor se debruça sobre a incorporação da  inteligência artificial nos processos e estratégias de organizações públicas e privadas, propondo uma reflexão sobre escolhas, responsabilidade, discernimento e o papel humano diante da aceleração tecnológica. Para o autor, a velocidade do avanço tecnológico cria desafios que envolvem cultura, tomada de decisão, ética e gestão de pessoas, podendo ampliar a capacidade de análise e produtividade das empresas.

Sucesso nos palcos cariocas que se transformou em série de televisão e em fenômeno editorial, vendendo mais de 250 mil exemplares na década de 1990, “Confissões de adolescente” (Maquinaria Editorial, R$ 49,90) ganha nova edição 34 anos depois de seu lançamento.  Baseado nos diários da hoje psicóloga Maria Mariana, a nova edição é um convite ao diálogo entre duas gerações. A adolescente dos anos 1990 é hoje mãe de adolescentes, e se propõe a colocar esses dois tempos lado a lado, provocando a reflexão sobre o que mudou e o que permanece igual quando o assunto é primeiro beijo, primeira transa, primeira tragada, primeiro contato com a morte. “Os anseios adolescentes sempre serão eternos, e a necessidade de diálogo continua sendo o maior desafio. O único fio que pode trazer união”, diz a autora.

“A pedra que sangra” (Tabla, R$ 80), do líbio Ibrahim Al-Koni, mistura mitologia, espiritualidade e tradição oral em uma narrativa de rara intensidade poética, que faz do deserto protagonista de uma história sobre liberdade, pertencimento e os limites da condição humana. Nas montanhas do Saara, Assuf vive em comunhão com o deserto, guardando um dos últimos muflões selvagens, animal sagrado para os tuaregues. Quando caçadores estrangeiros atravessam as dunas em busca de sua presa, desencadeiam um confronto entre duas formas irreconciliáveis de habitar o mundo. Nascido em uma comunidade tuaregue, Al-Koni tem livros traduzidos em mais de 35 idiomas, ele é apontado como o  grande intérprete literário do Saara. Sua obra, frequentemente associada ao realismo mágico e à tradição sufi, ocupa um lugar singular na literatura universal.